Generosidade e educação

Oi pessoal,

Hoje precisei andar de trem/metrô – normalmente não ando porque não tem estações perto de casa, mas hoje tinha um compromisso na zona norte e o meu trabalho fica perto de uma estação de trem da linha 9 – esmeralda (aquela cheirosa da marginal do Pinheiros). Aproveitei pra deixar o carro paradinho na garagem e fui pra estação. Fiquei lá esperando um tempão. Tá bom, não sei se demorou tanto assim ou se pareceu uma eternidade por causa do cheiro delicioso e da friaca que fazia. Aí peguei o trem, desci na estação pinheiros e peguei a integração pra linha amarela do metrô. Fui até a luz, depois passei pra linha azul do metrô e então cheguei a estação tiradentes. Parece um trabalhão mas até que é tranquilo.

O que me impressionou foi a quantidade de gente que circulava por lá as 13 horas, nem é hora do rush nem nada! E o povo apressado te corta na fila da escada rolante, te empurra pra entrar na sua frente no vagão do trem, não dá vez para os idosos, não dá vez para os deficientes. É uma pressa generalizada e não é só no metrô/trem. Basta ver o povo no transito: enquanto uns civilizadamente esperam um tempão na fila, sempre tem um idiota que se acha mais espertão e corta lá na frente. Parar na faixa de pedestre pode ser perigoso porque o carro de trás pode vir com tudo e causar um acidente. Quando consigo parar, certeza que vou tomar uma buzinada raivosa. Aliás, dê uma vaciladinha procurando a rua que você precisa virar pra tomar uma buzinada. E depois o cara (ou a moça) que buzinou passa devagarinho, emparelha com seu carro, abre a janela e olha feio (ou até xinga). Ninguém tem paciência pra nada! Todo mundo entra no carro e vira o Senhor Volante (vocês lembram??):

Por isso hoje no metrô fiquei muito impressionada com uma cena que presenciei. Um senhor cego estava aguardando o metrô. Um funcionário o ajudou a embarcar. No desembarque, nenhum funcionário estava lá pra ajudar. Fiquei andando devagar atrás dele esperando pra ver se ele precisaria de ajuda. Antes que eu precisasse fazer qualquer coisa, um homem ofereceu seu braço para que o senhor cego pudesse chegar ao destino com tranquilidade e segurança. Tudo bem que isto não deveria ser uma coisa rara mas infelizmente hoje em dia ninguém tem tempo pra ajudar ninguém. Porém não desistam, este mundo tem salvação! Ainda vemos exemplos de generosidade e educação aqui e ali.

Pra quem quiser aprender mais sobre como ajudar a um deficiente da maneira correta, vejam este link da prefeitura de São Paulo. Afinal não basta oferecer o braço – é preciso andar no ritmo certo, avisar quando houver obstáculos e não constranger a pessoa. É sempre bom saber como ajudar!

E nada de tentar enganar o ceguinho, estilo Mr. Bean hein???

Abração e até a próxima!

PS: perdão a quem se ofender com os termos não politicamente corretos que usei aqui… o certo seria deficiente visual. Peço desculpas a quem se ofendeu, não foi a intenção.

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