uma semana sem reclamar – capítulo 01

Oi pessoal,

comecei meu projeto de ficar uma semana sem reclamar no dia 20/01/2015 no meio da tarde. Fiquei super animada, meu namorido já notou na hora a mudança. A simples idéia de se desprender de sentimentos ruins já dá uma aliviada no stress. O Daniel do post que originou tudo isso diz que reclamar é uma escolha. Eu concordo com ele – apesar de não ser nada fácil.

O restinho de dia 20 transcorreu sem eu ter vontade de reclamar, eu trabalhei de casa e aceitei o calor que é um fator imutável e reclamar não vai adiantar nada. Já no dia 21 peguei o carro pra ir ao escritório – e andar de carro em SP é um desafio bem grande ao meu projeto. A vontade de reclamar da lerdeza do motorista da frente brotou. Mordi a língua mas o pensamento se formou no cérebro. Reclamação mental conta? Não sei mas decidi que eu deveria levar uma advertência apenas. Não zerei a contagem mas já fiquei de sobreaviso.

se seguuuuura

se seguuuuura

Ainda presa atrás do mesmo motorista, entrei num debate mental sobre projeto Pollyanna x projeto “uma semana sem reclamar”. Não são a mesma coisa certo? O cara da frente era lerdo, fato. Não vou ficar tentando me convencer de que o certo é pensar “eba, ele é lerdo !! iupiii!!” O cara é lerdo e reclamar não vai adiantar nada. Paciência, uma hora abre um espacinho e eu escapo dele. Pronto, perdi… uns segundos talvez. Adiantaria ficar nervosa? certamente não.

A minha maior dificuldade durante o dia foi bater papo. Porque é muito legal ficar reclamando do calor, da Dilma, dos preços de tudo, da inflação, da falta d’água, da violência. Esses assuntos fazem parte de todas as conversas, eles nos afetam diretamente. E mesmo sem fazer drama nem exagerar nem nada, sem perceber já estamos reclamando. E aí fazer o quê? Ficar de boca fechada o tempo todo sendo que eu concordo com todas as reclamações? Fazer cara de Ghandi e  mentalizar um mantra da paz? Pedir licença, levantar e ir ao banheiro e voltar com cara de quem tá com dor de barriga pra ninguém estranhar se vc não falar mais nada até o fim da refeição? E pedir pra todo mundo calar a boca já que vc NÃO QUER RECLAMAR DE NADA HOJE seria reclamar também. Aí não pode. E pagar uma de Pollyanna querendo convencer as pessoas de que não há nada para estar insatisfeito também não rola porque né? mais fake que isso nem o sorriso do Roberto Carlos recomendando carne Friboi.

A idéia do projeto não é negar as mazelas do mundo – mas sim evitar fazer drama demais para que o problema não se torne maior do que realmente é. Portanto eu posso ouvir as reclamações e posso até concordar mas preciso PRECISO fiscalizar o que eu verbalizo, penso e sinto. Principalmente o que sinto.

Bom, resultado de hoje – já zerei a contagem eheheh

bora recomeçar.

A vitória está próxima ! 🙂

OBS.: Para os jovens que nunca ouviram falar na Pollyanna, é um livro de uma escritora chamada Eleanor H. Porter que conta a história da Pollyanna, uma menina que se recusa a ficar triste mesmo diante de tantos problemas sérios que ela enfrenta.

Garotas malvadas na aula de step

Oi pessoal!

step_aerobics

Eu adoro aulas de step (treino aeróbico, aulas coreografadas em que a gente sobe e desce de um step), sou fã antiga. Durante um tempo as academias deixaram o step de lado, durante outro tempo eu me deixei dominar pela preguiça, anos se passaram e então perdi a prática.

Recentemente entrei numa academia que tem várias aulas legais – entre elas a minha querida aula de step. Fiquei tão feliz! Aí fui toda empolgada. A sala tinha poucas alunas (só mulheres) e elas ficaram olhando pra minha cara com aquela expressão “ah coitada, primeira aula dela, vai boiar ihihihih” – sim, a expressão incluía essa risadinha aí de desdém. Visualizem!

Descobri que essa turma já intermediária mais pra avançada. Vixe… fiquei realmente perdida, galera pra um lado, eu pro outro. Não é como na zumba que tudo bem se ficar meio perdida, só continuar pulando e boa. No step, a coreografia é importante. Insisti, fui até o fim e só quase nos acréscimos eu estava conseguindo fazer a sequencia. Tá bom, tava bem desajeitada e sem segurança mas pelo menos ia pro mesmo lado que o resto da sala e já não oferecia mais risco de passar rasteira em ninguém sem querer só intencionalmente.

Normalmente as turmas mais avançadas (de intermediário pra cima) estão juntas há tempos e já penaram juntas pra chegar no nivel em que estao. Aí quando chega uma pessoa nova rola aquela situação que eu relatei – todo mundo com cara de dó, todo olhando esperando vc errar. É muita pressão minha gente!!

Bem “mean girls” mesmo, sabe? Aquele filme?

mean girls

Fiz várias aulas em horários diferentes e toda vez olham pra mim com a mesma cara. Mas o bom do step é que a cada aula a gente melhora. Já consigo pegar razoavelmente bem as coreografias e aí a cara de dó vai mudando. No fim da aula já vem gente me perguntar se eu já fazia step e onde.

A aula é muito boa gente, não liguem pra cara das pessoas – caso não queiram fazer parte de uma cena de mean girls, escolham turmas básicas, ali a acolhida é bem diferente. As pessoas fazem cara de “tamo junto” e você se sente bem a vontade pra tentar.

Abração!

O sofrimento da bexiga cheia

Oi pessoal,

Outro dia fui ao laboratório fazer exames de rotina. Um deles era o Ultrassom abdominal – ODEIO esse exame, acho um saco, vivo pedindo pra minha médica não incluir mas ela diz que precisa. O ódio não é por causa do jejum não – é por causa da bexiga cheia.

Toda vez é a mesma coisa – a recomendação é tomar de 4 a 6 copos uma hora antes do exame mas 15 minutos depois de mandar a água pra dentro já começo a ficar apertada. Esperar uma hora nesse estado já é um suplício mas normalmente a demora é bem maior porque tem fila, tem demora, tem imprevistos, etc etc etc. Aí quando eu consigo aguentar o sofrimento (não é sempre), ainda tem o exame! Eu já quase mijando na maca e o medico (ou médica) lá, passando o aparelhinho na minha barriga, aperta pra cá, vira pra lá AAAAAAAAAAAAARGH !!!!! Quando termina o exame eu saio correndo derrubando tudo que estiver na minha frente rezando pra não mijar no chão a caminho do banheiro. Já nem pedindo mais pra chegar na privada, se mijar DENTRO do banheiro com a porta fechada já tá valendo. Aí é só sair correndo e boa, você só vai ver essas pessoas de novo ano que vem certo???? Desculpem o pessoal do laboratório mas nessa hora o sofrimento já é grande e a pessoa aqui nem tá pensando direito mais.

banheiro-1

Então este ano eu decidi manter minha dignidade e tomei apenas 2 copos uma hora antes do exame. Com essa quantidade de líquido já me dá vontade de mijar mas nada desesperador. Pensei, BELEZA sem sofrimento desta vez!! Tomei mais 2 copos assim que me sentei na sala de espera mas pro meu azar desta vez já me chamaram imediatamente. Resultado, a bexiga não estava cheia o suficiente. Fui ao banheiro (já tava apertada nessa hora) e tive de começar tudo de novo. Ô SACO!! A nova tática falhou.

Bem, vou lá eu novamente tomar água. Tomei um montão de água, uns 5 copos. Pensei, espero meia hora, metade do tempo indicado e já peço pra ser atendida. Azar de novo – como é época de férias só tinha uma médica trabalhando no setor de ultrassom e a espera naquelas alturas ja estava por volta de uma hora e meia. Detalhe: todos tinham horário marcado e provavelmente esperaram mais de um mês pra conseguir agendar mas OK, pelo menos não é no SUS.

Implorei pra ser atendida logo porque estava naquela situação de bexiga prestes a encher loucamente. A moça anotou meu nome e disse que avisaria a médica assim que possível. Fiquei preocupada, sabe-se lá quando esse “assim que possível” ia ser. Decidi que se não estivesse aguentando ia ao banheiro e dane-se, faria o exame outro dia, sei lá eu. Depois de 30 minutos já estava bem apertada. Mais 15 minutos e nada de a moça voltar. Fui ao banheiro me aliviar. Tomei mais 4 copos de uma só vez e me sentei novamente. Não passaram nem 5 minutos e a moça me chamou. SACANAGEM JUSTO AGORA?????

Avisei o que aconteceu, a moça foi super legal comigo e decidiu deixar a médica verificar se rolava de fazer o exame mesmo assim. UFA deu certo, a bexiga estava pouco cheia mas deu. Muito feliz da vida, fui pra casa a pé e no meio do caminho comecei a ficar apertada de novo. Claro, os 4 copos de última hora estavam querendo sair. Apertei o passo, mais um pouco, mais um pouco… tentei correr mas aí foi pior, gravidade né? “sacumé”. AH GRAÇAS A DEUS deu tempo ! UFA QUE ALÍVIO. Ah nunca amei tanto meu bom e velho banheirinho…

Enfim, já mencionei que odeio ultrassom abdominal? Vamos ver se ano que vem eu acerto o cálculo de quanta água tomar e quanto tempo antes pra sofrer menos..

Abraço!!