São Paulo, minha casa!

Oi amigos!

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Eu AMO viajar, vivo pra isso e estou sempre querendo procurar novos destinos, conhecer pessoas novas, culturas diferentes, etc. Porém nada disso teria qualquer sentido se eu não tivesse para onde voltar… Sabe aquele lugar onde você se sente em casa? Pois é, para mim esse lugar é a cidade de São Paulo.

OK, aqui temos zilhões de problemas todos muitos sérios e muitas vezes insuportáveis como a violência, o trânsito, o comportamento pouco cidadão de muitos, o descaso das autoridades, etc. etc. Eu sei de tudo isto e super entendo quem quer ir embora, os argumentos são muito válidos! Mas eu amo São Paulo mesmo assim. Amor não se explica não é mesmo?

Sou descendente de japoneses, mas não tenho cara de japonesa (já perguntaram se sou vietnamita, filipina, tailandesa… até índia). Qualquer lugar que eu vá no mundo, imediatamente me identificam como turista. Mesmo em outras cidades do Brasil. Eu adoro interagir com os moradores locais, mas com esta cara de estrangeira, até os pedintes se aproximam falando inglês (one dollar please!). O único lugar no mundo onde os locais me tratam como local é aqui na minha amada Sampa. Só aqui me sinto parte do todo…

Podia ser Paris, Tóquio, Nova York, Berlim, Lisboa… mas não, é Sampa mesmo! O jeito é rezar muito, trabalhar mais ainda, fazer nossa parte SEMPRE para que esta cidade se torne tão maravilhosa quanto ela pode ser (e para mim, sempre foi e ainda é).

Parabéns São Paulo! Que este seja um ano SENSACIONAL!

Abraços e até a próxima!

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Momento king kong no banheiro infestado de pernilongos

Vc vai ao banheiro, se prepara e tal. Aí ouve um zumbido e percebe um pernilongo voando bem na sua cara. Começa a espantar o safado. Aí percebe que ele não está só. Aparecem vários outros. Aquele zumbido infernal. De onde saíram tantos? Naquele momento não dá pra interromper o que está fazendo pra buscar o inseticida então a solução é dar uma de King Kong no topo do Empire State…
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PS: Odeio pernilongos.

Garotas malvadas na aula de step

Oi pessoal!

step_aerobics

Eu adoro aulas de step (treino aeróbico, aulas coreografadas em que a gente sobe e desce de um step), sou fã antiga. Durante um tempo as academias deixaram o step de lado, durante outro tempo eu me deixei dominar pela preguiça, anos se passaram e então perdi a prática.

Recentemente entrei numa academia que tem várias aulas legais – entre elas a minha querida aula de step. Fiquei tão feliz! Aí fui toda empolgada. A sala tinha poucas alunas (só mulheres) e elas ficaram olhando pra minha cara com aquela expressão “ah coitada, primeira aula dela, vai boiar ihihihih” – sim, a expressão incluía essa risadinha aí de desdém. Visualizem!

Descobri que essa turma já intermediária mais pra avançada. Vixe… fiquei realmente perdida, galera pra um lado, eu pro outro. Não é como na zumba que tudo bem se ficar meio perdida, só continuar pulando e boa. No step, a coreografia é importante. Insisti, fui até o fim e só quase nos acréscimos eu estava conseguindo fazer a sequencia. Tá bom, tava bem desajeitada e sem segurança mas pelo menos ia pro mesmo lado que o resto da sala e já não oferecia mais risco de passar rasteira em ninguém sem querer só intencionalmente.

Normalmente as turmas mais avançadas (de intermediário pra cima) estão juntas há tempos e já penaram juntas pra chegar no nivel em que estao. Aí quando chega uma pessoa nova rola aquela situação que eu relatei – todo mundo com cara de dó, todo olhando esperando vc errar. É muita pressão minha gente!!

Bem “mean girls” mesmo, sabe? Aquele filme?

mean girls

Fiz várias aulas em horários diferentes e toda vez olham pra mim com a mesma cara. Mas o bom do step é que a cada aula a gente melhora. Já consigo pegar razoavelmente bem as coreografias e aí a cara de dó vai mudando. No fim da aula já vem gente me perguntar se eu já fazia step e onde.

A aula é muito boa gente, não liguem pra cara das pessoas – caso não queiram fazer parte de uma cena de mean girls, escolham turmas básicas, ali a acolhida é bem diferente. As pessoas fazem cara de “tamo junto” e você se sente bem a vontade pra tentar.

Abração!

O sofrimento da bexiga cheia

Oi pessoal,

Outro dia fui ao laboratório fazer exames de rotina. Um deles era o Ultrassom abdominal – ODEIO esse exame, acho um saco, vivo pedindo pra minha médica não incluir mas ela diz que precisa. O ódio não é por causa do jejum não – é por causa da bexiga cheia.

Toda vez é a mesma coisa – a recomendação é tomar de 4 a 6 copos uma hora antes do exame mas 15 minutos depois de mandar a água pra dentro já começo a ficar apertada. Esperar uma hora nesse estado já é um suplício mas normalmente a demora é bem maior porque tem fila, tem demora, tem imprevistos, etc etc etc. Aí quando eu consigo aguentar o sofrimento (não é sempre), ainda tem o exame! Eu já quase mijando na maca e o medico (ou médica) lá, passando o aparelhinho na minha barriga, aperta pra cá, vira pra lá AAAAAAAAAAAAARGH !!!!! Quando termina o exame eu saio correndo derrubando tudo que estiver na minha frente rezando pra não mijar no chão a caminho do banheiro. Já nem pedindo mais pra chegar na privada, se mijar DENTRO do banheiro com a porta fechada já tá valendo. Aí é só sair correndo e boa, você só vai ver essas pessoas de novo ano que vem certo???? Desculpem o pessoal do laboratório mas nessa hora o sofrimento já é grande e a pessoa aqui nem tá pensando direito mais.

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Então este ano eu decidi manter minha dignidade e tomei apenas 2 copos uma hora antes do exame. Com essa quantidade de líquido já me dá vontade de mijar mas nada desesperador. Pensei, BELEZA sem sofrimento desta vez!! Tomei mais 2 copos assim que me sentei na sala de espera mas pro meu azar desta vez já me chamaram imediatamente. Resultado, a bexiga não estava cheia o suficiente. Fui ao banheiro (já tava apertada nessa hora) e tive de começar tudo de novo. Ô SACO!! A nova tática falhou.

Bem, vou lá eu novamente tomar água. Tomei um montão de água, uns 5 copos. Pensei, espero meia hora, metade do tempo indicado e já peço pra ser atendida. Azar de novo – como é época de férias só tinha uma médica trabalhando no setor de ultrassom e a espera naquelas alturas ja estava por volta de uma hora e meia. Detalhe: todos tinham horário marcado e provavelmente esperaram mais de um mês pra conseguir agendar mas OK, pelo menos não é no SUS.

Implorei pra ser atendida logo porque estava naquela situação de bexiga prestes a encher loucamente. A moça anotou meu nome e disse que avisaria a médica assim que possível. Fiquei preocupada, sabe-se lá quando esse “assim que possível” ia ser. Decidi que se não estivesse aguentando ia ao banheiro e dane-se, faria o exame outro dia, sei lá eu. Depois de 30 minutos já estava bem apertada. Mais 15 minutos e nada de a moça voltar. Fui ao banheiro me aliviar. Tomei mais 4 copos de uma só vez e me sentei novamente. Não passaram nem 5 minutos e a moça me chamou. SACANAGEM JUSTO AGORA?????

Avisei o que aconteceu, a moça foi super legal comigo e decidiu deixar a médica verificar se rolava de fazer o exame mesmo assim. UFA deu certo, a bexiga estava pouco cheia mas deu. Muito feliz da vida, fui pra casa a pé e no meio do caminho comecei a ficar apertada de novo. Claro, os 4 copos de última hora estavam querendo sair. Apertei o passo, mais um pouco, mais um pouco… tentei correr mas aí foi pior, gravidade né? “sacumé”. AH GRAÇAS A DEUS deu tempo ! UFA QUE ALÍVIO. Ah nunca amei tanto meu bom e velho banheirinho…

Enfim, já mencionei que odeio ultrassom abdominal? Vamos ver se ano que vem eu acerto o cálculo de quanta água tomar e quanto tempo antes pra sofrer menos..

Abraço!!

Pink eye

Oi pessoal,

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Vocês sabem como se fala conjuntivite em inglês? “conjunctivitis”. Porém a maioria das pessoas se refere à essa doencinha chata como “pink eye” – que nada tem a ver com essa make maravilhosa aí acima!

Estava me recuperando de uma gripe super chata e quando ela já estava passando me descobri com conjuntivite. AAAARGH… que saco.

Se você tiver que avisar o chefe gringo que não pode trabalhar por causa de conjuntivite, já sabe como dizer.

Abraços de longe pra evitar contaminação! haja alcool gel!

Ventos uivantes

Oi pessoal,

Esfriou de repente em São Paulo e me vi morando no apartamento dos ventos uivantes! E olha que moro em andar baixo, lá mais pra cima deve estar pior.

Eu posso ser uma maluca mas acho esse som de vento meio assustador e também melancólico. Deve ser por causa do livro do morro dos ventos uivantes da Emily Brontë. Li quando era assídua frequentadora de uma biblioteca municipal, ainda muito menina. Lembro-me de ter ficado apavorada com a história e por um tempo quando ouvia algo bater na minha janela já pensava que era um espírito querendo entrar.

Piorou quando descobri a música da Kate Bush chamada Wuthering Heights. No refrão ela fala assim:

Heathcliff, it’s me–Cathy.
I’ve come home. I’m so cold!
Let me in your window.

[Heathcliff, sou eu–Cathy. Vim pra casa. Estou com tanto frio! Deixe-me entrar pela sua janela!]

Pronto! Passei a ouvir o vento, batidas na janela e a vozinha aguda da Kate Bush dizendo LET ME IN YOUR WINDOOOOOOOOW !

O tempo passou, eu cresci e já não perco mais o sono por causa dos barulhos na janela. Mas eu coloquei o morro dos ventos uivantes novamente na minha lista de livros a serem lidos, já que fazem muitos anos e adoro reler as obras pra ver como me sinto agora a respeito delas. Vamos ver se eu perco o sono de novo!

Abração!

Cara lavada?

Oi amigos!

argh

Estou tao fissurada em maquiagem que já faz um tempo que não me vejo de cara lavada pronta pra sair… De tanto brincar de tirar e por maquiagem praticando os looks que aprendo por aí (principalmente no site da Julia Petit [atualização – agora estou fã da Alice Salazar]) meus  olhos estão ficando irritados. Decidi dar um descanso pra pelinha fininha ao redor dos olhos no fim-de-semana, já que eu iria pra praia mesmo.

Durante o dia usei somente protetor solar no rosto e nos lábios. Foi uma redescoberta! Minha pele com as manchinhas novas (souvenir da temporada em Barcelona), meus cílios mirrados de japonesa… Até que gostei sabe?

Claro que à noite, saindo pra jantar no Manacá (restaurante badalado de Camburi), não consegui sair sem a minha make. Comecei pensando em fazer apenas a pele. Pó e corretivo né gente? Blush também né? hummm… o curvex é de lei e nem agride a pele.  Mas curvex sem rímel ? Ah, rimel vai. Bom… agora tá faltando um delineadorzinho pôxa. Ah, mas esta seria uma ótima chance pra eu usar minha paleta nova de sombras (branco, cinzinha, grafite, preto) da Avon (sombras da Avon são uma ótima dica, fixam bem e o preço é camarada). Acabei fazendo a make toda, que ficou uma bagunça pois fui colocando as coisas numa ordem maluca, conforme meu cérebro prosseguia com a negociaçao interna. Mas fiquei admirada ao notar como a maquiagem é importante pra mim hoje em dia.

Conheço garotas que passam pó, corretivo, rímel e batom mesmo na academia. Rímel a prova d’água claro… senão escorre né!

Outro dia vi um programa na tv (acho que era o Bridezilla, aquele em que a noiva fica tão estressada que é comparada ao Godzilla). A moça ia fazer uma limpeza de pele e ficou incomodadíssima ao se dar conta de que a câmera a filmaria de cara lavada. Começou a tapar o rosto com as mãos, a esteticísta explicava que assim não dá pra trabalhar. Então a bridezilla levantou e começou a gritar com a camera. Uma das mãos tapava o rosto e a outra enxotava o câmera, que não arredou pé.  Chorando, a noiva cancelou a limpeza de pele e disse que só faria se as cameras não estivessem por lá.

Tadinha da moça! E o pior é que ela era linda, não acredito que sem maquiagem ela fosse uma baranga horrorosa. Ô dó… mas também não era pra tanto né gente? Ou será que é?

Vamos pensar… Nossa, ficar o tempo todo de maquiagem deve dar um trabalho desgraçado. Já pensou? O homem só teria autorizaçao pra ver o rosto da mulher depois da noite de núpcias.  Aula de nataçao – proibida.  Tomar chuva? Desastre total. Praia? Só se for pra ficar na areia.

Maquiagem é ótimo, a gente se sente muito poderosa etc etc etc. Sem falar que preparar os looks é extremamente divertido! Mas nada de surtar e deixar a maquiagem alterar sua autoimagem! Somos lindas assim ao natural! Usamos as makes apenas para valorizar nossos traços e não para nos salvar da baranguice!!  E se um dia acontecer uma catástrofe e acabarem todas as maquiagens do mundo (calma calma, isto não aconteceu, estou apenas tentando seguir um raciocínio!), vamos mesmo assim sair na rua felizes e confiantes pois nossa beleza é mais profunda e verdadeira.

Agora deixe-me ir retocar a maquiagem. 😀

Beijo!

[OBS: Post publicado originalmente em 2010 no meu antigo blog]